Site 3D from hell na contra-mão da acessibilidade
Lançado recentemente, o site 3D de uma certa marca de maionese dá um verdadeiro show em como evitar que as pessoas acessem o seu conteúdo. Para acessar a sua versão completa (que deve ter custado uma montanha na Irlanda), e que provavelmente irá ganhar prêmios na rua, o site pede que o usuário:
- Acesse via computador (esqueceram completamente que existem celulares, palms, etc);
- Tenha um Flash Player atualizado instalado em sua máquina;
- Seja assinante de banda Larga;
- Tenha som no computador (a não ser que o visitante saiba fazer leitura labial);
- E tenha um Óculos 3D!
Inovação, criatividade ou relevância? Nenhum dos três. O óculos 3D metade-azul-metade-vermelho é tecnologia de décadas atrás. Se levar essa tecnologia para a web é ser criativo só porque não vemos muito por aí, levá-la para um cartão de visitas também seria (imagine você tendo que entregar um óculos 3D para um cliente em potencial, toda vez que fosse deixar seu cartão, puxa, que criatividade! Que controle de custos!).
Relevância? Só perde pra minha esteira elétrica ocupadora de espaço (já que nunca usei). O cara queria passar maionese no pão, pelo amor de Deus! Ele já escolheu uma das marcas mais famosas, supostamente com uma das melhores qualidades e tudo o que poderia tornar sua experiência culinária excelente (e pagou relativamente caro por tudo isso)… Será que além disso ele quer mesmo passar por toda essa complicação, que inclui 3 “Loadings”, para matar uma curiosidade? E se todo este custo não estivesse embutido no pote da maionese, ela não seria mais tão gostosa?
Com todo o respeito que a marca merece (e merece mesmo – sou cliente deles), na minha humilde opinião, dessa vez eles viajaram na maionese.
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